Transformadores de distribuição: mercado deve ficar atento aos limites de perdas elétricas

Transformadores de distribuição: mercado deve ficar atento aos limites de perdas elétricas

Em vigor desde o dia 1º de janeiro, as novas regras do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) reduziram os limites de máximos de perdas elétricas nos transformadores de distribuição com óleo isolante fabricados no país. As medidas, que constam na Portaria Interministerial nº 3, de 31 de julho de 2018, contemplam os modelos monofásicos e trifásicos com classes de tensão de 15, 24,2 e 36,2 kV e potências de até 300 kVA, incluindo tanto os transformadores convencionais quanto os do tipo pedestal.

Por conta desta mudança, todos os equipamentos dessas categorias produzidos ou importados a partir da virada do ano devem apresentar níveis de perdas máximas em vazio e total na derivação nominal correspondentes à faixa “D” do PBE. Antes das novas regras entrarem em vigor era permitido que esses modelos de transformadores se enquadrassem na categoria “E”.

A Portaria editada pelo governo concedeu um prazo para que fabricantes e importadores pudessem colocar no mercado os transformadores produzidos ou trazidos para o país até o final do ano passado. Esse prazo, no entanto, termina dia 1º de julho. A partir daí atacadistas e varejistas que comprarem esses equipamentos terão só mais seis meses para comercializar esses produtos.

Tão logo alteração das regras foram anunciadas, no segundo semestre de 2018, a Romagnole mobilizou sua área de engenharia e revisou todos os projetos de transformadores destas categorias, encerrando fabricação dos produtos com perda “E” dentro do prazo estabelecido.

Embora se trate de uma questão técnica, que pode passar totalmente despercebida aos olhos de um leigo, a adoção de critérios mais rígidos para os limites de perdas em vazio e nominais nos transformadores de distribuição interferem diretamente a vida dos consumidores. Isso ocorre porque toda energia que é desperdiçada durante o processo de distribuição é computada no cálculo que determina o valor da tarifa praticada pelas concessionárias de energia. Quanto menor for esse desperdício, menos influência ele terá sobre o preço final que é cobrado do usuário.

Deixe um comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*


4 × 1 =